Evento promovido pelo GEMTE reuniu gestores e equipes técnicas de sete municípios e destacou experiências em alfabetização, inclusão, tecnologia e gestão para resultados

Gestores, secretários municipais de Educação e equipes técnicas de sete municípios participaram, na quinta-feira (12/03), de um encontro promovido pelo Grupo Empreendedor Mato Grosso em Evolução (GEMTE) para compartilhar boas práticas e fortalecer a gestão educacional. O evento foi realizado em Cuiabá e resultou na elaboração de uma cartilha que reúne as práticas mais relevantes desenvolvidas pelas redes municipais.

“Mato Grosso já conta com diversos programas que são referência no cenário educacional do país. O evento fortalece esse senso de rede e valoriza iniciativas desenvolvidas em contextos semelhantes, com alto potencial de replicabilidade. A troca entre municípios com realidades próximas acelera a disseminação de boas práticas e contribui diretamente para a melhoria da gestão educacional”, afirmou o gerente de projetos do GEMTE, Pedro Henrique Neves.

Os municípios que mantêm acordo de gestão educacional com o GEMTE são: Barra do Bugres, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Canarana, Rondonópolis, Sapezal e Tangará da Serra.

Foram formados grupos de trabalho com representantes de cada município, divididos em seis temas: educação infantil, alfabetização, ensino fundamental, equidade e diversidade, tecnologia na educação e gestão para resultados. Os líderes municipais apresentaram as ações desenvolvidas e os grupos selecionaram 12 boas práticas educacionais para compor a cartilha.

“Não apenas os municípios que participaram da elaboração do material poderão acessá-lo, mas também outros municípios que tenham interesse ou que venham a fazer parte da nossa parceria”, explicou Pedro Henrique Neves.

Os sete municípios apoiados pelo GEMTE recebem suporte técnico voltado ao fortalecimento da gestão e à melhoria dos resultados educacionais. Atualmente, três municípios — Rondonópolis, Tangará da Serra e Sapezal — estão na primeira fase da parceria.

A assessora especial da Secretaria Municipal de Educação de Rondonópolis, Débora Brum, destacou a importância da troca de experiências. “Eu fiquei no grupo de gestão para resultados”, explicou Débora Brum. “A troca de informações entre os municípios é muito importante, porque você se depara com a realidade de cidades que já realizam essas intervenções há mais tempo do que a nossa. Ver o quanto isso tem gerado resultado nesses municípios aumenta ainda mais a expectativa de alcançar esses resultados também em Rondonópolis”, afirmou.

Outros quatro municípios — Barra do Bugres, Campo Verde, Chapada dos Guimarães e Canarana — renovaram seus acordos de gestão com o GEMTE e atualmente estão na terceira fase de implementação das ações.

O secretário municipal de Educação de Canarana, Eduardo Silva, destacou as boas práticas que vêm sendo implantadas na educação infantil do município. “O pacto de metas de saída da pré-escola é uma experiência muito forte e entrega uma potência de crescimento para a educação básica, especialmente nos anos iniciais e, naturalmente, nos demais anos também”, explicou. “Quando pactuamos que a criança de 5 anos saia da pré-escola para ingressar no primeiro ano como pré-leitora nível quatro, isso se torna um divisor de águas. Quem conseguir fazer isso terá que reformular e remodelar toda a educação infantil”, enfatizou.

Exemplos que inspiram novas ações

Durante o encontro, com o objetivo de apresentar uma boa prática consolidada no Governo do Estado de Mato Grosso, a superintendente de Equidade e Inclusão da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), Paula Cunha de Souza, demonstrou como a estruturação do projeto das salas de recursos implantadas nas escolas públicas tem contribuído para o desenvolvimento da educação especial.

A superintendente explicou que a sala de recursos é um espaço com um professor especializado em atendimento educacional especializado, responsável por desenvolver atividades voltadas ao fortalecimento de habilidades específicas dos estudantes. “No caso de alunos com deficiência intelectual, por exemplo, são desenvolvidas habilidades cognitivas, como concentração e foco, para que eles consigam superar barreiras na aprendizagem e acompanhar melhor os conteúdos trabalhados pelo professor da sala regular”, detalhou Paula de Souza.

Ao final do encontro, as lideranças da educação dos municípios avaliaram positivamente a experiência. “Foi uma experiência muito válida. Acredito que demoramos muito para receber uma proposta que nos proporcionasse esse movimento, que está sendo muito bom e produtivo”, afirmou a chefe do Departamento Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Tangará da Serra, Eliane Santiago de Lima.

Crop AgroComunicação – assessoria de imprensa GEMTE